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Mestres do Grupo Capoeira Nativa durante apresentação. (Foto: Portal Pba) Mestres do Grupo Capoeira Nativa durante apresentação. (Foto: Portal Pba)

Mestres se unem para resgatar capoeira em Piracanjuba Destaque

Mestre Rato.
Mestre Rato. (Foto: Portal Pba)
Falar em capoeira hoje já não é mais tradição como antigamente. Já se foi a época em que jovens, crianças e adultos se dedicavam a esse estilo de arte marcial. Defensor da prática na cidade de Piracanjuba, o mestre Wagner Melo, conhecido como “Mestre Rato” desenvolve um trabalho a fim de resgatar a modalidade. Ela é considerada uma expressão cultural e que mistura esporte, música e saúde.

Praticante da capoeira há 35 anos, Mestre Rato ficou afastado da modalidade na cidade por não conseguir apoio para o esporte. Esse período passou e agora ele conta com apoio popular e também de órgãos públicos. Graças a este apoio, no último dia 12 de março, foi realizado na quadra do Colégio Estadual Juscelino Kubitschek o evento do Grupo Capoeira Nativa de Piracanjuba, no qual seus alunos foram batizados.

De acordo com Rato, o batizado é um momento muito especial. O aluno recebe a sua primeira graduação na Capoeira, que é representado por uma corda colorida, cada corda representa um nível. “No batizado o capoeirista recebe a sua primeira graduação e também um apelido, que é uma tradição na capoeira e lembra os tempos em que os capoeiristas eram obrigados a usar codinomes para não serem identificados. Aqui no batizado, cada aluno joga com um mestre ou professor, e este passa a ser o seu padrinho de capoeira”, destacou.

Durante o evento, os alunos que receberam a sua corda já não eram mais iniciantes. O batizado significa que o aluno já recebeu os fundamentos básicos correspondente a sua graduação.

O evento contou com a presença e organização dos mestres de Brasília, “Boca”, “Davi”, “Jota” e “Fi”, além do mestre “Rato” de Piracanjuba. Também apoiaram o evento os professores Júlio, de Bela Vista, e Jhoni, de Professor Jamil, além da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Piracanjuba e Associação Quilombola “Ana Laura”.

Alunos assistem atentos às apresentações.
Alunos assistem atentos às apresentações. (Foto: Portal Pba)
O intuito do projeto é resgatar o desejo de praticar a capoeira desde à infância.
O intuito do projeto é resgatar o desejo de praticar a capoeira desde à infância. (Foto: Portal Pba)

Como participar das rodas de capoeira

As aulas ocorrem todas as segundas, quartas e sextas-feiras, às 19 horas, na sede da Associação Quilombola “Ana Laura”. O endereço é Rua 5, S/N, Quadra23 Lote 13, Magalhaes, Piracanjuba, GO, CEP 75640-000, Brasil.

Cada aluno contribui com 10 reais mensais.

Alunos exibem certificados recebidos durante o batizado.
Alunos exibem certificados recebidos durante o batizado. (Foto: Portal Pba)
Presidente da Associação Quilombola,Lucy Tavares, faz entrega de certificado ao lado de mestres.<br />
Presidente da Associação Quilombola,Lucy Tavares, faz entrega de certificado ao lado de mestres. (Foto: Portal Pba)
Roda de capoeira realizada em Piracanjuba, reuniu alunos e moradores que prestigiaram o evento.
Roda de capoeira realizada em Piracanjuba, reuniu alunos e moradores que prestigiaram o evento. (Foto: Portal Pba)
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