Sábado, 19 Agosto 2017 | Login
Com a escassez de alimentos, seja na pastagem ou em substituições nutricionais para o gado, a realidade ficou ainda mais grave. (Foto divulgação) Com a escassez de alimentos, seja na pastagem ou em substituições nutricionais para o gado, a realidade ficou ainda mais grave. (Foto divulgação)

Como a seca interfere na bovinocultura Destaque

            A seca está chegando ao fim, mas é bom lembrar que os problemas ainda não acabaram. Esse ano de 2016 foi marcado por uma forte seca em toda região, trazendo prejuízos na agricultura e como consequência na bovinocultura de corte e leite.

A falta de chuva na época da safrinha trouxe prejuízos na produção de grãos, principalmente na produção de milho. Com isso, a produção de silagem ficou prejudicada, o que refletiu drasticamente na suplementação alimentar dos animais na época mais crítica do ano, a seca. E que seca!

            Com a escassez de alimentos, seja na pastagem ou em substituições nutricionais para o gado, e a falta de chuva, nossa realidade ficou ainda mais grave; muitos animais desnutridos e até morrendo por falta de alimento, e oque é pior, por falta de água. E com isso, nos deparamos com outro problema, a ingestão de plantas tóxicas. Muitos animais mais resistentes, que ainda estão suportando essa situação vão a brejos a procura não só de água, mas atraídos pela folhagem de algumas plantas que ali se encontram. E, como sabemos, nesses locais de pouco sol e muita umidade é comum encontramos algumas plantas com alta toxicidade para os animais. Seus princípios tóxicos interferem diretamente no funcionamento do coração e do sistema nervoso podendo levar inclusive à morte do animal.

Com o início das chuvas, as brotas de pastagem começam a aparecer e uma esperança de dias melhores surge em nosso meio. Mas cuidado, não deixe que essa esperança o faça acomodar e não procurar maneiras para melhorar a condição de vida dos seus animais, ainda estamos em tempo de vacas magras, portanto todo cuidado é pouco. Procure um profissional da área para que ele possa te auxiliar quanto à alimentação e sanidade dos animais. E é como eu sempre alerto aos meus clientes, o famoso “soro e cálcio” não é milagroso. Muitas vezes somos chamados em última instância, e ficamos de pés e mãos atados diante do problema que já está agravado. Portanto, não deixem que seus animais enfraqueçam ao ponto de não levantar mais. Um ruminante ficar deitado por mais de 12 horas seguidas só tende a piorar o prognóstico, e se caso deitar, contatem o médico veterinário da sua confiança o mais rápido possível. Prevenir é sempre melhor que remediar. Fica a dica!

Dra. Carolinne D. P. F. da R. Lima

Médica Veterinária

CRMV/GO 5252

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Dra. Carolinne D. P. F. da R. Lima. (Foto Divulgação)

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